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Chicago Technocolor

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Eu não sabia nada sobre Calvin Jones até me deparar com o mural assinado por ele na 79th street, lado sul de Chicago. Na enorme parede lateral de um teatro desativado, está lá uma das maiores obras do artista nascido na cidade, em 1934. Stevie Wonder, Sam Cooke e Louis Armstrong são alguns dos músicos retratados por ele na pintura com ares de colagem, conectada por estampas de inspiração africana. Um verdadeiro show de street art!

Existem mais seis murais de Calvin Jones em Chicago. Visitei também o que fica na 41th street com Drexel Avenue, mas estou em falta com os outros que parecem ser tão fantásticos quanto os que fotografei acima. Quem puder ver ao vivo, eu recomendo!

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História Cabeluda

Está dando o que falar entre as americanas a proibição de um tratamento de beleza que as brasileiras conhecem muito bem: a escova progressiva. Resultado do uso de formol e outros componentes químicos, o procedimento promove o alisamento de longa duração nos cabelos. No Brasil, a Anvisa proibiu o uso de produtos com mais de 0,2% de formol, mas como essa quantidade é incapaz de atingir o resultado desejado, muitos salões preferem agradar a freguesia a seguir às normas de segurança e saúde.

Aqui, há cerca de seis meses, a Universidade de Oregon emitiu um alerta afirmando que a marca de escova progressiva Brazilian Blowout Solution continha de 4,85% a 10,6% da substância controlada. Depois disso, dezenas de reclamações vieram à tona, inclusive a da atriz Mary-Louise Parker, estrela do seriado Weeds, que disse estar arrependida por ter feito alisamento com produtos “made in Brazil”.

Que o abuso de substâncias como o formol deve ser controlado, não resta a menor dúvida. Mas o que mais me chama atenção nessa história é o fato de os produtos proibidos nos EUA e Canadá serem boa parte batizados como “Brazilian”.  Da lista com nove soluções capilares, publicada pela CBC essa semana, quatro levam em seu nome a origem brasileira. O que acaba abalando, de maneira geral, a imagem dos produtos de beleza produzidos no Brasil.

A verdade é que a utilização de formol e outros produtos nocivos a saúde não são exclusividade das marcas brasileiras. Itens produzidos nos EUA e consumidos em larga escala, especialmente por mulheres negras, levam componentes químicos bastante perigosos. Sobre esse assunto, existe um documentário de 2009, produzido por Chris Rock. Tão informativo quanto hilário, Good Hair fala sobre a preferencia da sociedade por cabelos lisos e o poder da indústria da beleza. É de deixar qualquer um de cabelo em pé! Assista o trailer abaixo.

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Chris Rock no documentario Good Hair (2009)

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Corre por aqui que a próxima aventura do Superman, que será vivido pelo supergatinho Henry Cavill, vai rolar em Chicago. Amy Adams, que arrasou em seus últimos papéis em Julie & Julia e The Fighter, deve encarnar a mocinha Lois Lane. As gravações estão programadas para o segundo semestre desse ano e o que tudo indica é que a cidade vai ferver de eventos em torno do filme. Eu, que não me impressiono tanto com o personagem da capinha vermelha, estou mais interessada na chegada de outro superman, o francês Ben L’oncle Soul, que já tem show confirmado no Millennium Park, dia 11 de julho – de graça! Se você não conhece o som dele, acesse o MySpace e aproveite as batidas de inspiração 50’ que ele manda maravilhosamente bem. Muitas músicas são versões de grandes sucessos, que Ben botou pra rodar com a vibe dos novos tempos.  Esse sim é capaz de salvar sua vida – da mesmice! :)

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Faz tempo que eu não posto nada por aqui. Um dos motivos é que a primavera está começando a dar o ar da graça em Chicago e isso me animou tanto que eu resolvi passar mais tempo na rua do que na frente do computador – escape merecido, já que esse inverno foi tenebroso! Outro motivo, foi que eu viciei no Instagram (se você não conhece, ligue djá porque é superdivertido!) e estou matando minha vontade de socializar por lá mesmo. Mas, para não parecer que eu abandonei meu tão simpático WonderBeans, estão aqui algumas fotos que tirei em Chicago nos últimos tempos, com o auxílio luxuoso dos filtros do Instagram. Até mais ver! ;)

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Mangueira - 1994

Samba Enredo

Juro que tentei ficar longe do ritmo do Carnaval, mas hoje parece que o DNA falou mais alto e acabei me lembrando desse samba enredo da Mangueira, de 1994. Apoteotico!

Muita saudade do meu povo! :(

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Quem me apresentou o Bilal (adoro esse nome sugestivo!), cantor e compositor americano de neo soul foi o Chris, my husb. Na verdade, o músico já tinha entrado no meu repertório por outras vias, já que ele gravou com um monte de gente que eu gosto tipo Mos Def, Erikah Badu, Jay-Z, Guru e J Dilla. Mas só agora mergulhei de verdade no som dele, especialmente no último álbum, Airtight Revenge, lançado no ano passado.

Ontem foi a vez de ver e ouvir Bilal ao vivo, em Chicago. O lugar escolhido para o show não podia ser melhor, The Shrine, club que homenageia o pioneiro Shrine nigeriano, do mitológico mestre do afrobeat Fela Kuti. O Shrine daqui, inaugurado em 2005, é uma especie de QG da black music – rola rap, funk, soul, blues, reggae, dub, r&b… Desde que me mudei para cá, há seis meses, já passaram pela casa JRocc, Talib Kweli, Aloe Blacc e Pharrell Willians. Diversão de altíssimo nível, como a que rolou na noite passada, durante a apresentaçao fantástica de Bilal.

E como onde tem música boa geralmente tem brasileiro, fica aqui uma dica que reúne um pouco de tudo o que acabo de falar, com uma pitada brazuca da melhor qualidade. Shuffering and Shmiling faz parte do disco Red + Hot Riot, de 2002, uma homenagem a Fela Kuti em prol de vítimas da Aids. Nessa música tem Fela, Dead Prez, Talib Kweli, Bilal e Jorge Benjor. Tudo junto e misturado. Bom demais! ;)


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Shuffering and Shmiling, Red + Hot Riot (2002).

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I miss everything about Chicago, except January and February.
Gary Cole, actor.